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Menu: a tábua de salvação dos navegantes

outubro 31, 2008

Mais do que uma simples lista de links, o menu é o ponto de referência para que o usuário não se sinta perdido no seu site e encontre o que busca.

Atualmente, muitos sites têm minimizado a importância do menu, esquecendo-se de que, para a maioria dos usuários, este exerce um papel fundamental: a “terra firme”. É através do menu que o usuário conhece a estrutura do site (evitando, assim, a necessidade de entender a hierarquia do mapa do site quando esta é muito complexa), busca sua informação (quando o sistema de busca não é suficientemente atrativo ou eficiente) e volta para o ponto onde se perdeu.

Em tempos de “buscabilidade”, “usabilidade” e “nuvem”, velocidade é o conceito que guia as ações do usuário, como disse Jakob Nielsen [1] em entrevista à BBC [2]. E nada mais rápido do que achar onde você está e aonde você quer ir logo ali, no canto de sua tela. Porém, há dois pontos problemáticos na construção de menus:

  1. Muitas vezes os menus não trazem todas as seções, sub-seções, sub-sub-seções do site. Isso cria uma sensação de “buraco”, transformando o menu em uma “vitrine” apenas. Para que tenha uma utilidade efetiva e sirva realmente como segurança para o usuário, é necessário que o menu reflita a hierarquia da planilha estrutural do site. Nem mais, nem menos. E isso nos leva ao segundo problema…
  2. A hierarquia do site tem a tendência de deixar o menu confuso, especialmente quando este possui mais de 3 níveis de hierarquia. Menus que abrem para a direita encobrem o conteúdo sendo apresentado, o que os impede de ficar aberto mesmo durante a leitura da página. Os que abrem para baixo podem tornar a página muito extensa em altura, desprivilegiando os links inferiores (especialmente as notas de rodapé).

    Estes problemas devem ser considerados e analisados, sempre com ajuda de um bom designer, para que seja desenvolvida uma solução criativa, que se adapte tanto ao layout do site quanto às necessidades do usuário (incluindo a usabilidade)
    Há alguns estudos científicos sobre os menus que valem a pena ser lidos. Um deles é o Adaptative Menu Design [3], da Human Factors International. Neste estudo, há um comparativo de 4 tipos de menu: Tradicional, Split, Folded e Temporal. Mesmo sendo um estudo relativamente antigo (de julho de 2004), traz informações interessantes sobre as aplicações de cada um destes tipos de menu.

    O importante, porém, é sempre considerar que o menu, assim como o site como um todo, está sendo feito para o usuário. Como as audiências são únicas, as necessidades também o são. O que pode ser perfeito para um público de estudantes de moda, por exemplo, pode ser extremamente confuso para um público de engenheiros mecânicos. Como exemplo, podemos citar a primeira versão do site do perfume Lolita Lempicka. Infelizmente, esta versão não está mais disponível para referência, mas vale a pena ser citada. O menu desta versão era na forma de um desenho barroco de um quarto, com uma penteadeira dourada, uma cama, uma prateleira de livros. Cada um desses elementos era um link para uma seção. Por exemplo, a penteadeira era o link para a descrição do perfume (usando a relação penteadeira – perfume), a prateleira de livros era um link para a história do perfume (relação livros – história) e mais 3 ou 4 links. Para navegar, era necessário passar por todos os elementos, “descobrir” as entradas para ler o conteúdo. Há um exemplo deste tipo de navegação “exploratória” no site de Vini Guimarães sobre tipografia, o Tipografia Artesanal Urbana. Para um portal de investimentos de um banco, por exemplo, esta solução seria catastrófica, porque investidores têm pouco tempo livre para “explorar” as informações e precisam de dados diretos. Mas, para clientes interessados no perfume a ponto de visitar o site para conhecer suas peculiaridades, o tempo e a necessidade de interesse pelo todo não eram problema. Vale ressaltar também que um site informativo com 2 níveis de hierarquia permite este tipo de flexibilidade que não é comportado por um portal corporativo, por exemplo.

    Quando for estruturar a navegação de seu site, lembre-se sempre da razão pela qual o site está sendo construído: o usuário. Coloque-se na pele dele. Como você gostaria de chegar à informação que procura? Você procura alguma informação específica ou quer “passear” pelo conteúdo? E, acima de tudo, lembre-se que existem pessoas com deficiências, limitações de hardware, limitações de software e equipamentos diferentes de um computador de mesa visitando sua obra. Mas isso é assunto para o próximo artigo J.

    1 Jakob Nielsen: “Papa” da usabilidade. Polêmico, Ph. D. em Interface Humano-Computador pela Universidade de Copenhague.

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